Nos passados dias 17 e 18 do presente mês, realizou-se nas instalações da Universidade do Minho a V Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação. Esta apresentou um programa bastante interessante, com três painéis temáticos, uma conferência plenária e várias sessões a decorrer em simultâneo em quatro auditórios.
Os três painéis abordaram temas generalistas como, “Ambientes Emergentes”, “O Digital e o Currículo” e “Avaliação on-line”.
Este evento, que já vem a ser realizado desde 1999, oferece a possibilidade de interacção (palavra frequentemente utilizada ao longo dos dois dias) entre participantes, educadores, professores, especialistas e investigadores, nacionais e internacionais, de diferentes áreas da Educação e das Tecnologias de Informação e Comunicação.
Nos próximos artigos vou referir as sessões que, na minha perspectiva, apresentaram maior relevância em toda a conferência e que mais contribuíram para a minha formação, indo de encontro às minhas expectativas. Dos três painéis principais assumi como indispensável a comunicação da Dr.ª Ana Margarida Almeida da Universidade de Aveiro, que nos apresentou um estudo a ambientes distribuídos de colaboração e aprendizagem para crianças com necessidades educativas especiais, neste caso especifico crianças portadoras de Trisomia 21. É de salientar que em todas as comunicações que tive oportunidade de estar presente, apenas duas apresentaram preocupações face à usabilidade/acessibilidade das tecnologias da informação e comunicação por sujeitos portadores de deficiências (lembro que o Parlamento Europeu atribuiu a 2007 o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos - Para uma Sociedade Justa).
Um aspecto menos positivo, apesar de compreensível, é o decorrer de várias sessões, de forma simultânea, nos diversos auditores reservados para o efeito. Facto esse que me levou a ter que optar por determinadas comunicações, em detrimento de outras igualmente importantes.
Pretendo, no entanto, fazer referência a algumas comunicações que tive oportunidade de assistir e que, através delas, fomentei a intenção de desenvolver maiores conhecimentos acerca dos temas abordados.
Pois é, Ricardo. Aparentemente é geral a “grita” contra esse sistema de excesso de comunicações num intervalo curto demais para a apresentação em si e para os posteriores comentários. Se, pelo menos, os moderadores conseguissem manter o cumprimento dos horários (o que, venhamos e convenhamos, é uma tarefa inglória dado o grande constrangimento que isso é capaz de causar entre todos os envolvidos), seria possível saltarmos de auditório para auditório e, assim, poderíamos estar presentes às diversas comunicações de nosso interesse. Assim, este seu trabalho de nos apresentar um resumo e/ou reflexão das comunicações que assistiu ser-nos-á, de certeza, bastante útil para termos uma visão mais abrangente do que, infelizmente, perdemos presencialmente. Valeu!