Este blogue surge no contexto da unidade curricular de “Ensino à Distância” do Mestrado em Educação, especialização em Tecnologia Educativa na Universidade do Minho. Pretende-se que este seja um portfolio digital sobre tecnologia educativa, onde o tema principal é o ensino à distância e a forma como este surge em contextos educativos.
Com a vossa colaboração, espero que este blog se apresente dinâmico e atractivo!
Olá, Ricardo! Parabéns pelo início dos trabalhos em seu blogue e pela escolha do modelo, bem modernoso e “caliente”, eh, eh, eh… Estamos todos ansiosos pelos novos conteúdos e páginas que puder adicionar. Não deixe de visitar também o meu blogue e, se possível, adicione os blogues de todos nós em seu rol de blogues (o tal “BLOGROLL” no menu de administração). Abração!
Faço minhas as palavras do Kelson… fico a aguardar por novos conteúdos que permitam ir transformandos os vossos blogues em verdadeiros portefólios da disciplina de EaD. Deixo até aqui um desafio sobre um possível aspecto a pesquisar… devemos dizer “Educação a Distância” ou “Educação à Distância”.
Sugestão: pesquisem no Ciberdúvidas da língua portuguesa.
Realmente, este é mais um assunto polémico sobre o qual se debruçam os académicos e os utilizadores de nossa riquíssima língua portuguesa. Penso que os argumentos que podemos ler sobre esse assunto (e nos deliciar com eles) no sítio indicado pela Profa. Maria João, o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, não são conclusivos por ambas as partes, mas apontam, sim, para que as pessoas assumam uma posição desmobilizada, de aceitação das duas formas: “a distância” e “à distância”.
Decerto é que, em determinadas situações específicas de uso da expressão, os argumentos a favor de um ou de outro uso são mais fortes (evitar a ambiguidade, enfatizar o termo “distância”, uso de “regras” práticas etc.), o que acaba levando um defensor de um uso específico a aceitar, mesmo que a contragosto, a utilização da outra forma.
Por outro lado, vale notar que algumas intervenções existentes no sítio Ciberdúvidas não são de todo confiáveis e devem ser tomadas com muito cuidado como, por exemplo, no seguinte trecho do comentário de Carla Viana :: 28/10/2005 no qual ela afirma: “[…] «Eu ensino a distância.», o substantivo distância é obje(c)to de ensino, obje(c)to dire(c)to do verbo ensinar. […]” Tal afirmação está incorrecta. Na frase citada, o verbo “ensinar” é intransitivo e a locução “a distância” é adjunto adverbial de modo, não objecto directo do verbo pois a distância não está a ser ensinada por ninguém. Com essa ressalva quanto à legitimidade daquilo que podemos encontrar até no consagrado Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, podemos prosseguir com o debate sadio sobre esse assunto e que todos saiamos vencedores dele!